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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ouso, logo, decido.

“ O que em vós escapa ao tempo sabe que a vida também escapa ao tempo.
(...) E não é o tempo, exatamente como o amor, indivisível e insondável ? ”   Kalil Gibran

É bem certo que nada está imune à ação do tempo. Com o seu passar, tudo muda. Comigo não sucede diferente. Como ser humano que sou, tenho que me adaptar à temporalidade do mundo, em todos os seus aspectos, para não ficar desatualizado, ultrapassado, em desacordo com a auto-transcendência cambiante.

Assim, por estar sujeito ao influxo do tempo, preciso acompanhar a evolução do amor, de modo que o meu senso crítico mantenha compatibilidade com as transformações humanas - que nem sempre querem significar progresso nesta seara.

O caminho para tal atualização? Não poderia ser outro senão a ousadia. Através deste predicado raro, secundário, derivado, substituo sentimentos ultrapassados, principalmente os mal aproveitados por seus destinatários, sempre dentro de limites e pressupostos adrede traçados pelo bom senso.

Em última análise, a lição que ficará será a da idéia moral da evolução do ser, a qual deixo preservada neste breve recuo a Kalil Gibran.

Então, ouso. E decido!

Decido. Decido errado, mas decido.

Não fico esperando, prostrado numa torre de marfim, a felicidade vir ao meu encontro. Ela não virá. Maomé percebeu isso há 1.300 anos ... e foi até a montanha.
(by Silvio Menezes)